Princípios do corte e da
dobra
Princípios do corte e da dobra
O corte é um processo de fabricação
em que uma ferramenta, com duas cunhas de corte, que
se movem uma contra a outra, provoca a separação
de um material por cisalhamento.
Cisalhamento é a deformação que
um corpo sofre
devido à ação de forças
cortantes opostas.
As cunhas de corte são também chamadas
de faca ou punção e matriz.
O punção é pressionado contra
o material e a matriz, de tal modo que para efetuar
o corte é preciso aplicar uma certa força.
A essa força se dá o nome de esforço
de corte.
Durante o corte, quando o punção pressiona
o material contra a matriz, aparecem, inicialmente,
no material deformações elásticas.
Logo a seguir, surgem deformações plásticas
em ambos os lados da chapa a ser cortada. Em seguida,
com a pressão contínua do punção
contra a matriz, o material
começa a trincar. Essas trincas de ruptura, ao
se unirem, separam a peça da chapa.
Uma característica do corte é que a separação
de materiais acontece sem a formação de
cavacos.
Corte e da dobra
Um corte perfeito, sem rebarbas, é obtido quando
as trincas, que se iniciam nos fios de corte, se encontram.
Para que isso ocorra, é preciso haver uma folga
adequada entre o punção e a matriz, conhecida
como folga de corte.
Ela é calculada conforme o material a ser trabalhado,
sua espessura e sua resistência à tração.
Observe uma representação do corte de
uma chapa.
A dobra é um processo de fabricação
em que uma ferramenta
composta por um conjunto de duas ou mais peças
exerce uma força sobre uma superfície,
alterando-a.
A chapa, plana, é alterada, obtendo-se a mesma
forma encontrada tanto no punção quanto
na matriz. As operações de dobra são
utilizadas para dar forma a peças e a perfis.
Ferramenta de corte e de dobra
O estampo é a ferramenta usada nos processos
de corte e de dobra. Compõe se de um conjunto
de peças ou placas que, associado a prensas ou
balancins, executa operações de corte
e de dobra para produção de peças
em série.
Durante o processo, o material é cortado de acordo
com as medidas das peças a serem estampadas,
a que se dá o nome de tira. Quando cortamos numa
tira de material as formas de que necessitamos, a parte
útil obtida recebe o nome de peça.
O restante de material que sobra chama-se retalho.
Procedimento de dobrar
Com um estampo simples de dobrar podemos conseguir
vários perfis, mudando somente a posição
da peça para obter a forma desejada.
Devido à recuperação elástica,
uma peça que foi dobrada tende a voltar à
sua forma inicial. Por isso, é preciso, ao dobrar,
calcular um ângulo menor do que o desejado para
que depois da recuperação elástica
a forma fique com as dimensões
previstas.
Outros fatos a considerar no processo são:
- a peça comprime-se na parte interna da dobra
e estende-se na parte externa;
- existe uma região na peça dobrada onde
não ocorre deformação por tração
nem por compressão. É onde se localiza
a chamada linha neutra, que é utilizada para
os cálculos
do estampo de dobra. Na região
tracionada houve diminuição da secção,
e na região comprimida houve aumento da seção;
• quando se dobra uma chapa com um raio interno
muito pequeno, ela pode trincar, romper, ter uma redução
de espessura, e, conseqüentemente, perder a resistência
desejada. Por isso, existem cálculos para o raio
mínimo a ser observado, dependendo do material
com que se trabalha. • na ação de
dobrar, a força a ser aplicada também
é calculada, de modo que se defina a prensa adequada
para realização do trabalho.
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